quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A importância de não fazer nada

Fotinha meramente ilustrativa pelas lentes de Rodrigo Albano

Embora exista a idéia corrente de que é extremamente importante estarmos sempre fazendo alguma coisa, produzindo, inventando, inovando, investindo em nosso tempo e em nossa imagem, "fazendo a diferença ", como dizem alguns especialistas, é importante perceber que os grandes momentos de criação estão intimamente ligados aos períodos em que supostamente alguém não estava fazendo nada de especial.

Segundo alguns relatos, o excepcional Einstein, por exemplo, passava horas olhando trens se deslocando sobre os trilhos de uma estação ferroviária. A partir dessas suas ociosas observações nasceram novos e revolucionários conceitos e teorias sobre o tempo, o espaço e a matéria que mudaram totalmente os rumos da ciência. Mas com certeza não foram poucos os que o achavam um homem esquisito e sem nada de mais interessante e útil para fazer.

Do mesmo modo, podemos situar o incansável Newton e sua famosa maçã: a mais popular depois da de Eva, no paraíso bíblico, e talvez daquela da bruxa de Branca de Neve . Esse famoso episódio revela um gênio descansando placidamente debaixo de uma árvore, fazendo absolutamente nada! Mas tem também Mozart, um boêmio não menos genial, que não fazia "nada de especial" a não ser ocupar seu tempo livre compondo sinfonias que mudariam para sempre a história da música. E embora não faltem inúmeros exemplos que evidenciem a importância do ócio como fonte de inspiração e criação, muitos são os que ainda vêem nessa postura uma constante ameaça à ordem mundial.

Um ponto importante a se ressaltar é o da confusão gerada entre o estar produtivamente ocioso e o ser potencialmente preguiçoso . Embora ociosidade e preguiça possam se confundir no dicionário, são atitudes diferenciadas quanto à intenção e à motivação.

O ócio deve ser aqui entendido como um estado de opcão do ser , ao contrário da preguiça, que é um estado de imposição do ser . O ócio é um estado sutil e suave que promove a criação e a expansão do entendimento, enquanto que a preguiça é um estado cerceador e limitador que gera incapacidade e negligência. E embora a ociosidade muito provavelmente faça parte de nosso DNA, basta observarmos com atenção nosso progresso como civilização para nos certificarmos de que o afinco e a dedicação ao trabalho também sempre foram constantes em nossas vidas.

Em grande parte por isso, na minha concepção, uma das mais concisas e melhores "definições" do Yoga é a que o caracteriza como ação na não-ação . Externamente sem fazer nada e internamente agindo vigorosamente - esse é o retrato descritivo de uma pessoa em estado meditativo. Esse também é o retrato de um sábio que atingiu o estado de iluminação, ou samadhi.

E toda vez que penso em alguém que sempre dava a impressão de que não tinha nada para fazer, e que o fazia de forma tão maravilhosa e perfeitamente bem, me vem à mente a imagem de Ramana Maharshi , o grande sábio de Arunachala, Tiruvannamalai, no Sul da Índia. Ele nunca deixou sua cidade do coração, nunca teve mestres, nunca desejou discípulos, nunca escreveu uma linha, nunca falou mais do que o estritamente necessário e foi, é e sempre será um arquétipo monumental e inigualável da importância de se saber exatamente o que fazer quando aparentemente não se tem nada para fazer.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Esculhambando com o individualismo



A situação está gritante, aterradora. Mas falemos de fatos, ante ao alarde. 'eu eu eu eu eu eu eu'. Eu. A palavra pra designar a primeira pessoa do singular poderia ser maior né? Se bem que fora a terceira pessoa do plural, só há monossílabos entre os pronomes pessoais do caso reto. Ou seja, a insistência no 'eu' vai além da facilidade de ser proferida.

É insuportável quando você pára pra conversar com alguém, e escuta um monte de relato pessoal bobeirinha, que não visa troca de experiências e enriquecimento mútuo. O objetivo é a prevalência do eu, são incansáveis setas verbais apontando a importância que aquele auto-complacente sonha ter. Mas geralmente não tem. Minha teoria: a espinha dorsal disso é a futilidade dominante, que reduz o valor que as pessoas possuem acabando com as vias palpáveis que temos pra fazer valer nossa evidência.

As prosas já tem dificuldade em seguir adiante, devido a falta de necessaire cultural. Usei o termo necessaire pois bagagem é uma palavra forte demais. Não há estudo, nem aprofundamento, e isso produz escassez de assuntos interessantes. Se rolar especialização, fica mais aprazível, pois a outra parte pode te apresentar o assunto conforme a história dele (em terceira pessoa), e não unicamente sobre seu ponto de vista (bombardeio de 'eus' ). Sem desdenhar dos pontos de vista, mas opiniões restringem a vastidão de uma história. (percebam que isso é uma opinião.)

Essa é a face ignorante do individualismo.

Agora, algo mais cru. A viagem do ego tá escrota. Sabe o que é viagem do ego? É o cara de óculos espelhados se achar fodão porque todos estão olhando, quando na verdade todos só usam da lente do óculos para se ver. É a auto-diferenciação. É a disseminação de frases como 'não me compare, sou incomum'. É achar sua vida pessoal de interesse comum aos outros. Viagem do ego é o mundo movimentando indústria de supérfluos, que prometem um ponto de agrado, na base de massivos bilhões, enquanto a grande lacuna do problema do semelhante, fome, falta de moradia, más condições de vida, movem centavos de atividade solidária. Viagem do ego é a pessoa fazer caridade pensando em o que vão achar quando souberem que ela fez caridade.

Sinceramente, tanto já foi dito e ainda muito há para ser comentado. Atrelar o individualismo a realidade capitalista é super prudente, mas não esmiuçarei essa reflexão aqui. A verdade é que a coletividade caiu no esquecimento, o 'eu' vem antes de tudo e todos, e ainda não pude ver como isso pode ser vantajoso. Vou aproveitar a existência desse texto e deixar o meu relato pessoal bobeirinha: tenho fobia à primeira pessoa do singular. quando paro pra conversar com alguém e vejo 'eus' se repetindo com constância, e com pouco conteúdo temperando, paro de ouvir automaticamente. Sentiu a queda bruta da sociabilidade que essa alergia provoca?

Os 'eus' são só um pequeno sinal da onda individualista. Abra seus olhos, sua mente e seu coração e perceba a quantidade de egos soberanos sitiando o seu redor. E não se trata dos indivíduos ponderando as situações sob sua ótica. Se trata da importância auto-declarada que vagabundo tem se dado.

escutem a MIM, valEU ?
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Santo Daime - Jovem doente morre após ritual do Daime

Às 4h30min da madrugada de domingo (15), durante o ritual do Encantamento dos Sonhos, Fernando Henrique Queiroz (foto), 18, começou a se sentir mal. Estava na chácara Céu de Krishna, em Senador Canedo, cidade da Grande Goiânia (GO). Ele era estudante de Gestão Ambiental da PUC de Goiás.

O rapaz tinha tomado dois copinhos (50ml cada um) do chá Santo Daime às 2h e mais um meia hora depois, de acordo com Marcelo Henrique Ribeiro Borges, 28, um dos participantes do ritual e presidente do Instituto Espiritual Xamânico, ao qual a seita está ligada.

Ele sentia cansaço, fraqueza e dificuldade de respirar. Dormiu e acordou às 6h30min aparentemente recuperado. Mas por volta das 7h desmaiou e teve de ser levado ao pronto-socorro da cidade.

Queiroz morreu às 7h30min.

O delegado Washington Luis da Conceição quer saber se ele podia tomar o chá. “Se for comprovado que o jovem morreu por causa do consumo de chá alucinógeno, os responsáveis pelo ritual serão indiciados por homicídio doloso, curanderismo e charlatanismo”, disse.

O rapaz tinha o Mal de Marfan, uma síndrome degenerativa com complicações coronárias.

Permitido pela lei brasileira, o Santo Daime é um chá que causa alucinações e diarreia. Para Borges, entretanto, trata-se do “vinho das almas”. “Ele promove a expansão da consciência.”

O médico Rodrigo Figueiredo Abreu, também um bebedor de ayahuasca, como o Santo Daime é chamado, disse que a causa da morte não foi o chá, mas a fragilidade da saúde de Queiroz. “Foi uma fatalidade.”

Para o médico Lúcio Cardoso, contudo, Queiroz deveria evitar o chá, levando em conta a debilidade de seu organismo. O rapaz precisava operar o coração, mas ele teria se recusado.

Borges disse que tratava Queiroz como um filho e que, antes dele começar a frequentar os rituais, três anos atrás, ele era dependente químico – usava haxixe, LSD e ecstasy.

O padrasto do jovem, o advogado Jairo da Silva, disse que a família está muito transtornada. “Ainda não temos noção de nada. Não sabemos a dimensão do fato”, declarou.

O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) com a causa da morte sai em dois meses.



Texto da foto...[Não me conhecem aqueles que pensam
que sou apenas carne e sangue, viajante
transitório da frágil nave Terra que me gerou.
Pois sou espírito, eterno, indestrutível,
não confinado a espaço nem a tempo e
quando minha estada aqui estiver terminada,
meus papéis desempenhados, minhas tarefas
executadas, porei de lado este traje espacial
chamado corpo e mudarei para outras
mansões, outros papéis, outras tarefas
na casa da vida eterna, de nosso Pai.
]


Em sua home no Orkut, há uma mensagem na qual diz ser um espírito indestrutível que não está confinado ao espaço nem ao tempo. “E quando a minha estada aqui estiver terminada, […] mudarei para outras mansões."

Ele escreveu a mensagem um dia antes de sua morte.

[Com informações do Diário da Manhã, de Goiânia, da TV Anhanguera e do Orkut]
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domingo, 22 de novembro de 2009

CARPE DIEM


Quem assistiu o filme "Sociedade dos Poetas Mortos" (1989), com toda a certeza vai se lembrar do professor John Keating (personagem de Robin Williams) insistindo com seus alunos: "Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas." Para quem não assistiu, Carpe Diem significa em latim "colha o dia" ou "aproveite o momento". De onde vem isso? Não... não é um provérbio popular. Bem pelo contrário. Faz parte de um poema do romano Horácio (65-8 A.C.) chamado "Odes" (I, 11.8), onde podemos ler: "Carpe diem quam minimum credula postero" (colha o dia, confia o mínimo no amanhã). Também é utilizado como um conselho para evitar que se gaste o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. E isso encontramos na poesia inglesa dos séculos XVI e XVII. Um exemplo é o livro de Robert Herrick, "To the Virgins", na poesia "to Make Much of Time" (para aproveitar o tempo ao máximo), que começa com: "Gather ye rosebuds while ye may" (Colha seus botões de rosa enquanto podes). Essa expressão rodou o mundo. Um poeta chinês, da dinastia Tang, conhecedor de provérbios bastante parecidos com o que escreveu Herrick, tinha um pensamento bem semelhante: (Colha a flor quando florescer; não espere até não haver mais flores, só galhos a serem quebrados). Então... Colham o dia como se fosse sua última onda das férias, a saideira, aquela até a areia, com o sol se pondo e aquele céu que vai do alaranjado, ao azul escuro. A vida não pode ser economizada, amanhã o mar pode estar flat, vc pode estar de terno e gravata no escritório, o tempo fechado, chuva, frio. Nossa vida acontece agora, nesse instante, sempre no presente. CARPE DIEM!!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Socialismo Utópico

Se fossemos abelhas ou formigas, o socialismo seria facilmente aplicável, mas como somos homens, o socialismo torna-se impraticável.
Essa é uma linha de raciocínio é muito aceitável para quem vive em uma metrópole e dedica um mínimo esforço de pensamento. Pessoas são egoístas – isso não quer dizer que são más, mas são corruptíveis quando se deparam com coisas que as beneficiariam de forma fácil.

Calma amigo… antes de me colocar em uma cruz, preciso dizer que não sou pessimista quanto a humanidade apesar do tom da minha introdução. Nem generalista também, sei que existe uma minoria que sofre com o descaso de pessoas correndo atrás do próprio rabo nesta vida.

Pessoas que ficam indignadas quando tem a vaga do carro roubada por um ligeiro, quando “saboreiam” a fumaça jogada na cara por um fumante ativo no seu direito de fumar, quando tem a fila furada por um espertinho, quando se deparam com o famoso jeitinho brasileiro de solucionar as coisas… bem amigo, acredito que se você chegou neste texto, também abomina estas ações.

Já militei apaixonadamente no Partidão e lutava crente por um país socialista. Com igualdade de direitos para cada cidadão neste solo mas, sem tocar em nomes, dentro do próprio partido me deparei com muitos “espertinhos” que gostavam demais do jeitinho brasileiro.

Isso me afastou. Me afastou porque vi que é impossível confiar e, sem confiança, é impossível aplicar uma ideologia tão bela quanto o socialismo.

Então quer uma explicação pratica do motivo do Socialismo ser utópico?
Bem, isso é fácil:

Enquanto o mundo for dos espertos como dita com orgulho nossa sociedade, não só o socialismo será utópico, mas também o anarquismo, a contribuição para um mundo melhor e a própria humanidade.

É preciso mudar as bases para mudar o mundo.


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"Não há diferenças fundamentais entre homens e animais nas suas faculdades mentais, os animais como os homens demonstram sentir dor, felicidade e sofrimento." Charles Darwin
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desconstruindo scripts, crenças, mapas e modelos de mundo


Você realmente pensa no que acha que pensa? Como você vê e reage ao mundo a sua volta? Até onde sua mente foi programada pra ser dessa forma? Onde esta o seu verdadeiro EU no meio disso tudo? A maioria das pessoas não parou pra pensar nem pra experimentar a fundo o quanto somos mecânicos e pré programados. O texto abaixo vai te ajudar a dar os primeiros passos pra criar um curto circuito em sua mente, desinstalando o que não presta e filtrando o que ainda pode ser utilizado, ou reciclado. Algumas perguntas que podem lhe ajudar a traçar um perfil de como você vê o mundo antes de providenciar a faxina:- É o Universo um lugar amistoso? Por quê?

- Você vive num Universo de escassez ou abundância?

- Eu sou uma causa ou um efeito? Você faz as coisas acontecerem ou é afetado pelas coisas, na sua maioria?

- Você vai se motivar internamente ou externamente? Você vai descobrir por si mesmo o que deveria estar fazendo ou vai esperar que outras pessoas escolham por você?

- Você vai encarar a vida de uma perspective otimista ou pessimista?

- Você vai ficar estagnado ou vai preferir evoluir conscientemente?

- Qual será a sua estratégia na vida: gratificação instantânea ou sucesso a longo prazo?

- Segurança ou risco? Helen Keller disse: “A vida ou é uma aventura desafiante, ou nada”. Você estará fechado ou aberto a mudanças?

- Zona de conforto ou certeza? Você vai permanecer na sua zona de conforto ou irá buscar a incerteza?

- Você rejeitará partes de si mesmo e criará distância delas ou você irá integrá-las no seu self de forma positiva?

- Mediocridade ou excelência? Você vai ser mediano, alguém regular ou vai ser excelente, o melhor?

- Você vai se prender a polaridades, a dicotomias ou vai desfrutar o paradoxo? Fracassar ou aprender? Fundamental. A forma de eliminar o fracasso é aprender dele. Se você encarar todas as experiências como estímulos que te auxiliam a crescer, não existirá mais o fracasso pra você.

- Uma pergunta importante: você conhece o modelo de consciência de 8 níveis do Timothy Leary? Imagino que não. Dê uma olhada aqui. Ele dá a estrutura básica para os scripts de vida que vem a seguir. Assimile uma noção geral do sistema. Isso será suficiente. E finalmente, aqui estão os 8 scripts básicos retirados do livro do Robert_Anton_Wilson (por favor, leia todos os livros que puder dele, mas critique tudo o que ele fala. Ah, quase vou esquecendo: adote o
agnosticismo como princípio epistemológico. Se você for religioso, dogmático e precisar de alguém que faça colapsar o seu sistema de crenças primeiro, consulte o filósofo mais próximo)

I – Scripts de Bio-sobrevivência

Vencedor: “Eu viverei pra sempre ou morrerei tentando.

”Perdedor: “Eu não sei como me defender.”


II – Scripts Emocionais-Territoriais

Vencedor: “Eu sou livre; você é livre; nós podemos ter nossas viagens separadas ou nós podemos ter a mesma viagem.”

Perdedor: “Todos me intimidam.”

III – Scripts Semânticos

Vencedor: “Eu estou aprendendo mais sobre tudo, incluindo como aprender mais.”

Perdedor: “Eu não posso resolver meus problemas.”

IV – Scripts Sócio-Sexuais

Vencedor: “Ame e faça o que quiser.” (Anon. of Ibid)

Perdedor: “Tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda.”

V – Scripts Neuro-somáticos

Vencedor: “Como eu me sinto depende do meu “know-how” neurológico.”

Perdedor: “Eu não posso mudar como me sinto.”

VI – Scripts Metaprogramadores

Vencedor: “Eu faço minhas próprias coincidências, sincronicidades, sorte e DESTINO.”

Perdedor: “Por que tenho tão pouca sorte?”

VII – Scripts Neurogenéticos

Vencedor: “A evolução futura depende das minhas decisões agora.

”Perdedor: “A evolução é cega e impessoal.”

VIII – Scripts Neuroatômicos

Vencedor: “Na província da mente, o que se acredita ser verdade é verdadeiro ou se torna verdadeiro dentro certos limites a serem aprendidos pela experiência e por experimentos.” (Dr. John Lilly)

Perdedor:”Eu não sou um vidente(paranormal) e duvido que alguém seja.”


Agora que você leu, reflita sobre tudo o que está escrito aqui, talvez ache que realmente entendeu do que eu estou falando. Mas provavelmente você ainda nem está no começo. Se você REALMENTE quiser saber como um modelo de mundo, mapa, sistema de crenças ou conjunto de scripts está profundamente enraizado na sua mente inconsciente, faça o seguinte experimento: se você for de esquerda, leia por um mês as colunas do filósofo Olavo de Carvalho, ou qualquer outro articulista do site Mídia sem máscara. Se for de direita, leia artigos do Emir Sader ou qualquer articulista do Caros Amigos. Fique atento a respostas emocionais e outros clichês comportamentais que aparecerão bem rápido. Se você for religioso, leia artigos do Richard Dawkins e Bertrand Russell . Se for ateu, leia um livro de um conservador religioso ou visite este site. Repita o procedimento de registro.Se você REALMENTE fizer esses exercícios, você começou a entender.


Parabéns.!
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Será o fim de Jabor?



Internet é a liberdade que faltava nas comunicações. Ela rima com livre mercado, com capitalismo, com a sociedade aberta. Os dias de articulistas de opinião antiquados como Jabor estão contados, a menos que entrem correndo no Twitter.

O último artigo de Arnaldo Jabor ("Blogs, twitter, orkut e outros buracos") me deu o que pensar. Eu sempre soube que ele é um dinossauro no que se refere às idéias niilistas que defende. Um homem de Neandertal, uma espécie em extinção. Todavia, sempre o tive como um grande profissional do jornalismo que, apesar de ter-se posto a serviço da revolução gramsciana (ou talvez por isso), ocupou um lugar de destaque nos nossos meios de comunicação.

Nesse artigo Jabor fez uma terrível confissão: "Não estou no Twitter, não sei o que é Twitter, jamais entrarei nesse terreno baldio". Completa dizendo que alguém se faz passar por ele na rede de microblog. A net é como o poder: não suporta o vazio.
Vê-se que Arnaldo Jabor é a faceta personalizada da crise que a imprensa tradicional está sofrendo em todo o mundo, e no Brasil também. As tiragens dos jornais caem, a audiência das TVs abertas despenca e as antigas redes dão lugar a novas, como tem sido o fenômeno da Foxnews nos EUA e do surpreendente e original Glenn Beck. Jabor é o jornalista dinossauro, que está morrendo com o velho modo de fazer jornalismo, nos velhíssimos veículos sob o cabresto dos partidos de esquerda. Sinal dos tempos.

Minha tese é que a Internet permitiu um contra-atraque fulminante das forças conservadoras contra o monopólio da informação por parte de gente como Arnaldo Jabor. Ele se queixou que alguém tomou sua marca e a está usando. Ora, alguém só fez porque o dinossauro recusou-se os novos tempos. Não há lugar para jornalismo de opinião que não esteja, direta ou indiretamente, vinculado à Internet, Twitter incluso. Eu leio as manchetes dos jornais via Twitter e todos os analistas de opinião de que gosto de ler estão lá também. Como se vê, Jabor perdeu o bonde da história e está a caminho de uma aposentadoria precoce. Suas tiradas na Rede Globo têm data marcada para virar sucata jornalística. Na mídia impressa também.

Jabor reclama dos textos apócrifos da net. Ora, eles só prosperam porque ele se recusa a ter textos em blogs oficiais. Como qualquer pessoa "in" do meio jornalístico tem blog, o fato de ele não ter (e não avisar que não tem) dá espaço para os imitadores. Ele deveria saber que Obama elegeu-se, entre outras coisas, porque usou o Twitter muito bem. O mundo novo da comunicação é instantâneo, eletrônico, afirmativo. Nada que combine com a canastrice Global de Arnaldo Jabor e suas tiradas de mau gosto.

O novo jornalismo é assim: conteúdo, opinião clara, engajamento com o leitor, rapidez, imagem, som, link permanente na Internet. Isso é que vale muito dinheiro, seja porque o acesso pode ser cobrado, seja porque anunciantes estão dispostos a pagar pelas visitas dos internautas. No Brasil, as últimas estatísticas dos investimentos em publicidade dão conta de que a verba destinada aos meios da Internet é do mesmo tamanho daquela destinada ao rádio. Com a diferença de que tem crescido velozmente (22% em 2009, comparado a 2008), enquanto seus concorrentes ou estacionaram ou minguaram. É lá que está o pote de ouro. É lá o futuro das comunicações.

A maravilha da Internet é que ela quebrou barreiras geográficas e de tempo. Gente como Jabor tinha o monopólio das fontes de notícias e vivia desse monopólio, regiamente pago. Isso acabou. Internet é a liberdade que faltava nas comunicações. Ela rima com livre mercado, com capitalismo, com a sociedade aberta. Os dias de articulistas de opinião antiquados como Jabor estão contados, a menos que entrem correndo no Twitter. Espero que Jabor não o faça, será um canastrão a menos a tentar passar para a net o formato sucateado dos jornalões. Jabor não fará falta aos novos tempos.


P.S:
Abra sua Cabeça através dos Ouvidos!

[Nivaldo Cordeiro]
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Geyse: Dorotéia


Voltaram atrás. Bastou a abertura de um inquérito na Delegacia da Mulher, pressões do Ministério da Educação e sair no New York Times e em toda a imprensa internacional, que o departamento de marketing da UNIBAN foi enfim ouvido.

E o que se escutou parecia óbvio: a imagem da universidade escorre pelo ralo.

O que é mais intrigante no caso da expulsão da UNIBAN da aluna de turismo de pernas pra fora, Geyse, é que seu reitor [e dono], Heitor Pinto Filho, quem expulsou a aluna, é casado com a atriz Eloísa Vitz, curte teatro.

Construiu um na universidade, gerido pelo GATTU, injeta dinheiro, coloca anúncios nos jornais divulgando as peças, que ficam lotadas de estudantes.

E sabe qual autor costuma ser montado lá?

NELSON RODRIGUES

E sabe qual peça o grupo remontrou e está em cartaz?

DOROTÉIA

Conhece a história?

Três viúvas [Flávia, Carmelita e Maura] moram juntas e estão sempre de luto, com vestidos longos, que escondem as formas. São castas, reprimidas. Elas jamais dormiram. Para não sonharem, onde podem aparecer desejos secretos.

Então, batem na porta. As três colocam máscaras. Flávia abre a porta. É outra prima, Dorotéia, que em contraste com a castidade das mulheres de luto, veste-se de vermelho, um vestido sensual, que realça as formas da mulher, "como as profissionais do sexo". E não usa máscara.

DOROTÉRIA, foto de LENISE PINHEIRO

A quarta peça de Nelson, de 1949, aborda a repressão sexual, e que a doença, feiúra e os sacrifícios e todos sofrimentos em geral se tornam valores sempre perseguidos pelas personagens, como meio de "exegese e ascese espiritual purificadora dos pecados do sexo".

"Mais que uma denúncia contra a cultura e a religião que enaltecem a doença e o sofrimento, a peça traz, por meio de seu sarcasmo brutal, uma denúncia contra a culpabilização da sexualidade e contra o culto da apologia da morte. Acometido de uma fúria verdadeiramente báquica - unindo por meio da sátira o trágico e o cômico - Nelson expõe até a medula a violência dos paradigmas do patriarcado em sua vertente católica e mediterrânea transplantada para o Brasil" [psicanalista Anchyses Jobim Lopes]

Nelson deve ter gargalhado, quando soube que uma jovem aluna foi chamada em coro de "puta", como a sua personagem de vestido vermelho. O homem é escravo do seu ridículo.

Serviço: Dorotéia
Horários: Sábado às 21h e Domingo às 20h
Temporada: 05 de setembro a 13 de dezembro de 2009
Local: Teatro Gil Vicente
Capacidade: 147 lugares
Indicação: a partir de 16 anos
Duração: 70 minutos
Endereço: Av. Rudge, 315 – Campos Elíseos – São Paulo/SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) - R$ 15,00 (meia)
Aluno: R$ 10,00 – Acompanhante: R$ 10,00
Funcionário: gratuito – Acompanhante: R$ 10,00
Informações: www.gattu.com.br

Ficha Técnica

Direção Eloísa Vitz

Elenco

Eloísa Vitz
Daniela Rocha Rosa
Diogo Pasquim
Elam Lima
Hélio Souto Jr.
Laura Vidotto
Lorena Bertino
Marcos De Vuonno
Marcos Machado
Miriam Jardim

Mais informações no site da... Adivinha:

http://www.uniban.br/institucional/release2009/mat4.asp

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Pensador no quintal

"Faculdade serve para ir para o bar e fumar maconha, e nem isso eu fazia!", twittou o humorista, apresentador do CQC e o mais novo polemista dos corredores da cultura brasileira, Danilo Gentili.

Talvez o dito não sirva para estudantes de medicina, engenharia, economia, que passam horas debruçados sobre livros que precisam de malas com rodinhas para serem carregados até as aulas. Mas para os que frequentam a área de humanas...

Pode ser que um baseado forte até ajude a entender os labirintos do pensamento metafísico, da Semiótica ou o estilo literário de Guimarães Rosa, ajude a criar peças publicitárias inovadoras, ou até, talvez, a entender a Teoria Geral da Relatividade de Einstein e a misteriosa Mecânica Quântica. O problema é se esquecer de tudo depois.

Trata-se de um ambiente com encontros rotineiros de garotos e garotas com os hormônios e a libido explodindo e se trombando, negando o que se esperam deles e os princípios dos pais. Bebem para adormecer os instintos?

Há um agravante na hipótese levantada pelo humorista. Parte da elite brasileira estuda em universidades gratuitas; um dos paradoxos do nosso sistema educacional. E é normal um relativo desdém contra tudo que é de graça.

Quem já teve a oportunidade de estudar numa universidade americana, sabe que lá a dinâmica é outra, já que o ensino fundamental é gratuito e dependendo do condado em que se mora, de alto nível, mas as universidades, até as estaduais, são pagas.

Os pais que pretendem ver os filhos com diploma economizam a vida toda, investem. É da cultura local planejar o futuro do filho desde quando ele nasce.

Os moleques chegam nas boas universidades com o lápis nos dentes, gastam cada minuto dos anos dourados mergulhados no campus, nas bibliotecas, estudando, pesquisando. Estão conscientes do sacrifício familiar e da oportunidade cedida. Poucos perdem tempo em barzinhos e fumando maconha.

Há uma cota grande de bolsistas exigida por lei. Bons alunos e especialmente esportistas são monitorados e convidados pelas universidades quando ainda estão no colégio. Há cotas para negros, deficientes, latinos, de acordo com a lei da ação afirmativa.

E residentes do Estado das universidades públicas pagam bem menos. Na Universidade da Califórnia, universidade estadual de Berkeley, por exemplo, uma das dez mais do país, de onde saiu a equipe que construiu a Bomba Atômica e inventou a internet, o aluno comum paga uma anuidade comparada às grandes universidades, mas os moradores locais pagam dez vezes menos.

Muitos acreditam que o modelo deve ser seguido no Brasil, que o Estado deve priorizar os estudos fundamentais.

Grande parte dos que estudam na UNB, USP, Unicamp, Unesp ou nas Federais poderia pagar uma anuidade, vem de boas escolas, consegue notas altas no vestibular. E deixaria para o dinheiro público o compromisso de dar as mesmas oportunidades nas escolas e colégios. É um debate sem fim.

Estudei um ano numa universidade americana, Stanford. A contracultura já era. California dream idem. Quem fosse pego fumando maconha no campus era preso. Cinco anos vendo o insistente sol da Califórnia nascer quadrado.

Fui informada por isso por um segurança de bicicleta, que correu para me alertar, quando eu acendia um, num gramado isolado, no primeiro dia, encostada numa árvore com o amigo Bogdan, escritor de livros de mistério, bestseller na Romênia, na primeira semana de aulas.

Quando meus colegas, vindo de todas as partes, souberam disso, dispensaram seus estoques na privada da minha casa, já que fui a primeira a dar um jantarzinho de boas-vindas e a anunciar a novidade.

Entrei no clima. Parei de fumar. Li em média quatro livros por semana, gastei a vista na biblioteca da universidade, vi todos os clássicos na videoteca, junto com um colega iugoslavo cinéfilo, que estabeleceu a programação num caderno, me fez assistir aos filmes pela ordem cronológica e agendava sessões privês.

O bar mais perto ficava a milhas de distância. Outra lei proibia barzinhos no raio de 5 milhas.

A sorte é que havia outra droga para ser consumida, a de morar num parque cheio de esculturas originais de Auguste Rodin. São mais de 200, em bronze, espalhadas pelos jardins do campus, que podem ser visitadas 24 horas por dia. Entre elas, O Pensador, que ficava praticamente no quintal de casa, em frente à biblioteca.

E toda a vez que passava por ela, eu a cumprimentava. Imóvel há anos. Não lhe preocupavam os casos midiáticos, o julgamento de OJ, a bomba de Oklahoma, o 11 de Setembro. Continuava com o cotovelo apoiado no joelho esquerdo, pensando. Muitas vezes sem ser notado. Eventualmente, fotografado. Sob chuva, sol, calor, fog.

Testemunhou intacto o terremoto de 1989, que desabou alguns prédios do campus e da cidade de San Francisco. Não sofreu um arranhou, nem mudou a sua expressão... pensativa- que adjetivo fácil de atribuir.
Conversei com ele mentalmente sobre algumas questões fundamentais. Troquei ideias. Às vezes, ignorei, como fazem os americanos, quando não estão a fim de papo.

Certa vez, uma guia turística dava explicações, que era uma homenagem a Dante e representava o poeta diante dos Portais do Inferno. Estava nua (não a guia), como nu é o pensamento.
Fazia perguntas ao seu grupo, motivando-os. Pediu uma explicação para o fato de o cotovelo direito da estátua estar apoiado no joelho esquerdo, posição desconfortável que é o charme da obra. O que queria dizer o artista?

Eu nunca tinha reparado nisso. Imitei a postura. Realmente, a tendência é apoiarmos o cotovelo no joelho correspondente, não cruzá-lo. Meu Deus, o que queria dizer? Por que nos deixou o legado da postura incorreta?
Veio a explicação. Segundo a guia, pensar era doloroso, um esforço, não um descanso. Acreditei nela. Gostei da explicação. E toda vez que eu cruzei com a escultura depois desse dia, perguntei: “Tá confortável?”

Abriu na semana passada no Masp uma exposição de Rodin. Além da peça em bronze As Três Sombras, que pesa mais de uma tonelada e pela primeira vez saiu dos jardins do museu Rodin de Paris, há 193 imagens raras do artista.

Meu Pensador não veio. Visitei-o há quatro anos. Está lá, torto, imóvel. Não dá a menor bola para o que acontece no mundo. Não se cansa de pensar. No que tanto pensa? Será que chegará a alguma conclusão? Será que um dia se levantará e dirá “cansei, vou dar um rolê”?
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A brincadeira que deu certo...




Hoje quero parabenizar uma galera muito r0x e super atrevidos, entre eles o meu magrelo lindo Leandro Lima, por estarem participando do 42° Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro – 23 de novembro de 2009, segunda-feira, ás 15h, na Sala Martins Pena, com o curta O Homem Torre, de Rafael Dominici, 12min51.




Por Leandro Lima: Como tudo começou...


Toda história começa quando um dos personagens principais (DIDI = homem torre) desenha um boneco com um chapéu de torre de TV, símbolo da cidade de Brasília, e ícone conhecido no Brasil todo.
Desde então surge a historia do homem torre, herói que tenta livrar a população das garras do terrível ZIROR (RORIZ ao contrario- ex governador e um baita ladrão de primeira) representado por Francisco Oliveira.
Todo o contexto cultural da cidade de Brasília é mostrado em nosso filme, à realidade cultural desta cidade é relatada em forma de parodia, mas o contexto histórico é bem definido.
A população de Brasília se identifica, pois todos sabem das historias de rebeliões de heróis que tentaram lutar contra o governo Roriz, e se deram mal, pois os governantes têm total apoio da população comprando-os com lotes, vale refeições entre outros...

No processo de filmagens conhecemos muitas pessoas, fotógrafos vanguardistas da torre de TV, comidas típicas de varias localidades, alem de varias fotos com pessoas de diferentes estados, curiosos também.
O filme foi feito para uma matéria na faculdade de DESENHO INDUSTRIAL ( Grafic Design), fizemos o filme apenas para a mostra interna, mas o áudio foi refeito então o diretor RAFAEL DOMINICCI inscreveu o curta no festival e fomos bem aceitos, estamos concorrendo a 150 mil reais , logo se ganharmos será produzido o segundo filme que é surpresa.

Patrocínio: Petrobras
Co-Patrocínio: Terracap e Eletrobrás
Informações: http://www.sc.df.gov.br/
3325-6218 / 3325-3144 / 3325-6220
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Deputado do PT quer legalizar o uso da maconha



Paulo Teixeira, interlocutor do governo na revisão da lei antidrogas, defende que consumo e plantio não sejam crime.

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-253606/Deputado-do-PT-quer-legalizar-o-uso-da-maconha.htm

P.S:
Nos anos 60 as pessoas usavam LSD para deixar o mundo estranho. Agora que o mundo é estranho as pessoas tomam Prozac para deixa-lo normal.



Maconha mata. Cigarro mata. Alcool mata. M.D.M.A mata. Crack mata. Cocaina mata. Heroina mata. Ah, um lembrete, drogas não matam sozinhas, pessoas se matam quando as usam equivocadamente, isso sim. Assim como usar o evangelho de maneira fanática, tylenol exagerado e óculos escuro no volante em plena madrugada.

Tudo mata.
Acho que cada um sabe de si, usa o que quer. Não julgo se o médico que saiu do plantão depois de horas a fio salvando vidas, fuma um baseado ou toma uma dose de whisk para relaxar. Não vivo isso. Assim como não posso julgar o caminhoneiro que para ganhar mais uns trocos para colocar arroz e feijão na mesa da família se entope de rebite e anfeta para dirigir por dias a fio e aumentar a produtividade, todos que me conhecem sabem que curto fumar a minha marijuana quando estou estressada, quando estou feliz, quando quero. Mas não faço disso minha prioridade de vida ao ponto de levantar bandeira pra legalização.

A verdade é que se engana que quem pensa que a legalização de qualquer droga vai resolver o problema do tráfico.
Droga legalizada significa o governo taxando e por conseqüência faturando um puta dum imposto sobre o produto. Alguem ai tem idéia de quanto é taxado de imposto sobre o cigarro e o alcool? (as drogas legais).
Em outras palavras o que o Excelentíssimo senhor Paulo Teixeira esta dizendo é: "Se a gente legalizar vai poder cobrar de uma parte da população um imposto que atualmente essa parcela de usuários entrega nas mãos do crime organizado".

Só que por outro lado essa mesma droga vai ficar tão cara legalizada, que o tráfico vai continuar existindo e faturando ja que não emite nota fiscal ou presta qualquer tipo de conta para o governo.

Qual é a solução então? Não sei. Talvez a discriminalização. Sei que fico de cabelo em pé ao ver as coisas que acontecem no Rio de Janeiro e como deve ser foda de conviver com isso numa cidade tão linda e maravilhosa. Ou é exagero da mídia? Já não dá pra acreditar em tudo que falam mesmo. Mas pessoas de bem que ficam presas em casa por que os bandidos estão brigando na rua é um verdadeiro absurdo.
Por aqui há problemas sérios tambem. Na minha cidade o crack já é considerado um problema de saúde pública. Os índices de violencia nunca estiveram tão altos e me pergunto as vezes onde é que tudo isso vai parar? Que mundo as próximas gerações vão herdar?

"Não financie a ignorância, plante idéias!" Plurall

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Contagem regressiva COP-15

Reprodução do email que o meu amigo Osorio/Angel (é... o nome dele é esse mesmo ) recebeu da amiga Bruna e me repassou:



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Gente, pra quem não sabe de 7 a 19 de dezembro, líderes mundiais se reunirão em Copenhague para discutir e estabelecer medidas que combatam e amenizem as alterações climáticas do nosso planeta.

Está rolando uma campanha igualmente mundial para fazer com o que seja discutido lá tenha mesmo validade, inclusive sugerindo alguns pontos... vou colocar no fim do e-mail o que tem de básico no abaixo assinado...

Bom, o negócio é um abaixo assinado gigante, mas não tem que assinar, pode colaborar de várias formas, a mais fácil delas é baixando a música (loka). É isso mesmo, cada download significa uma assinatura, então.... antes que viremos todos batatinhas fritas... BAIXEM AQUI: http://www.timeforclimatejustice.org/
Ou gravem seus vídeos, sei lá, façam!

Beijokas!!!
Bruna!



Detalhes da campanha:

Lançada por Kofi Annan (ex-secretário geral da ONU e Nobel da Paz em 2001) e pelo pop star Bob Geldof, a idéia da campanha é criar um grande abaixo assinado on line que influencie nas decisões dos líderes em relação às alterações climáticas, para que em dezembro, enfim, eles se comprometam a tomar ações concretas.

A única regra da campanha do TCK TCK TCK é que não existem regras. Dá para participar gravando e enviando um vídeo dizendo "TCK" - e passar essa mensagem para os seus amigos para que eles possam fazer o mesmo. Ou você pode se envolver simplesmente espalhando a mensagem. Pois bem, se você já se considera amiga do planeta (recicla seu lixo, só come vegetais orgânicos, tem sua eco bag sempre à mão, usa lingerie de algodão natural...) o importante agora é se engajar no movimento pela justiça climática.

Parte da campanha da TCK foi a regravação da canção Beds are Burning. Aí, cada download da música (a música e um vídeo foram lançados oficialmente dia 1 de outubro) equivale a uma assinatura no abaixo-assinado. Ou seja, quanto mais downloads/assinaturas, melhor. Para se ter uma ideia, celebridades com as cantora Lily Allen e Fergie e os atores Gael Garcia Bernal, Marion Cotillard e Jet Li já vestiram a camisa da campanha. Aqui no Brasil, o garoto-propaganda da campanha TICTAC (em português) é ninguém menos que o galã Cauã Reymond. Clica logo lá!


Site oficial: www.timeforclimatejusticer.org
No Brasil: www.tictactictac.org.br
Pra entender mais ainda: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/cop-15-o-que-e-conferencia-partes-copenhague-499684.shtml

A plataforma mínima do abaixo-assinado é composta por:
• Garantir que o aquecimento global ficará bem abaixo dos 2oC em relação à média histórica, estabelecendo metas e mecanismos para que, antes de 2020, comecem a decrescer as emissões globais de gases do efeito-estufa.
• Reduzir as emissões dos países desenvolvidos em pelo menos 45% até 2020, frente aos níveis de 1990.
• Estabelecer objetivos mensuráveis, verificáveis e reportáveis para redução substancial das emissões de países em desenvolvimento emergentes e em rápido crescimento econômico, viabilizados por medidas apropriadas a cada país.
• Apresentar medidas concretas de mecanismos e compromissos de aportes financeiros, para apoiar países em desenvolvimento na estabilização e posterior redução de emissões, e na sua adaptação às mudanças climáticas.
• Aprovar a criação de soluções e mecanismos de REDD (Reduções de Emissões Associadas ao Desmatamento e à Degradação Florestal), justos e aplicáveis a curto prazo.
• Promover a sustentabilidade e dignidade do desenvolvimento humano e a integridade dos processos ecológicos, mediante a transformação da economia e o fortalecimento da democracia.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Festa imaginária - Um ato de protesto (Flash MOB)


Flash MOB

Festa Imaginária – Um ato de protesto

Sexta – 09 de outubro de 2009

Cinelândia – RJ – 18 hr

A conquista do tempo livre no mundo do trabalho e estudos transcende o direito de descanso e implica a oportunidade do exercício de funções individuais tais como distrair, desenvolver-se etc. Portanto, o tempo livre se inscreve num tempo social que permite a livre expressão do individuo em sociedade.

O lazer pode se tornar um tempo de “fuga” ou “anestesiante” o lazer que esvazia o homem de sua interioridade pelo processo de massificação. É o vazio, o nada, o tédio, a alienação que vem como lazer, porém, aqui podemos encarar mais como um “antilazer”. E não é desse tipo de lazer que estamos falando!

É justamente nesse sentido que vemos o papel social importante das festas de musica eletrônica que abrem espaços no interior da sociedade e ela não é apenas um espetáculo onde se joga com a realidade e com o imaginário, mas, igualmente, oferece a possibilidade para uma participação ativa onde se criam momentos para a libertação física e psíquica propiciando a vivencia da conviviabilidade e solidariedade.

A festa é uma verdadeira “recr(e/i)ação” ao contrario de muitas formas de lazer pobres em criatividade, convivialidade e comunhão cominutária. Somos ainda capazes de resolver, pelo menos no plano simbólico, as contradições da vida social, apontando assim, para seu poderoso papel de mediador entre as estruturas econômicas, bem como entre as diferenças sociais e culturais, estabelecendo pontes entre grupos e indivíduos, realidade e utopias, além de suas mediações simbólicas entre o sagrado e o profano. Um ritual moderno capaz de reforçar o sentido de cidadania proporcionando um despertar da consciência do grupo, de comunidade. Por essas razões, entre outras, às festas, tem uma tríplice importância: cultural, por colocar em cena valores, projetos, artes e devoção; como modelo de ação popular e como produto turístico capaz de revitalizar e revigorar muitas cidades.

Pelo fim da burocracia.
Pela liberação das raves.
Pela música eletrônica como movimento cultural.

=Como vai funcionar =

Flash Mob são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, para realizar determinada ação inusitada, previamente combinada, após o que, as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram.

A duração desse FM (Flash Mob) é de 30 minutos.

= Onde?

Cinelândia – Centro do Rio de Janeiro em frente à Câmara

= Porque participar?

Será um ato irreverente e civilizado de protesto. Queremos chamar atenção e assim despertar a curiosidade.
Sua participação é fundamental, assim como o seu bom humor.
Tudo será registrado, filmado, fotografado e vamos repercutir o máximo que pudermos esse ato na mídia, pra que assim, possamos criar debates a respeito do tema.

= O que devo levar?

- I-pod, ou qualquer tocador de musica;
- Fones de ouvido;
- Suas melhores musicas;
- Malabares;
- Se vista como se estivesse indo pra uma noitada ou de forma bem irreverente.

= Como vou saber quando começou? E o que fazer?

Vídeo de inspiração

As 18 hr em ponto a ação ira começar, tendo como “start” o som de um apito.
Dêem o play nos seus tocadores de mp3 e ajam como se estivesse em uma festa real, dançando, bebendo alguma coisa, batendo um papo com o som nas alturas… enfim… CHAME O MAXIMO DE ATENÇÃO! Faça com que as pessoas que estejam passando pelo centro, não entenda nada do que esta acontecendo ali!

Teremos algumas performances acontecendo, como malabaristas e uma performance chamada CORPINTURADAS (veja o vídeo pra mais detalhes).

Cartazes serão distribuídos e você também pode trazer o seu.

NÃO traga nenhum cartaz sobre drogas. O controle dessas substancias é responsabilidade do governo e não temos nada haver com isso. O uso ou repudio a essas substancias é algo pessoal e que também nada tem haver com essa ação.

= E quando acabar?

As 18:30 em ponto saia do foco da ação. Não de explicação a ninguém. Simplesmente aja normalmente, como se aquilo tivesse sido um “surto” e saia deixando as pessoas curiosas…

As pessoas que participarem, podem marcar alguma coisa antes ou depois da ação, porém pedimos, pra que o efeito do FM não se perca, que se houver algum encontro, não seja no mesmo local.

= Divulgue, divulgue, divulgue!

Pedimos a sua participação ativa nesse momento para poder convocar a todos pra esse ato, que além de ser uma nova forma de protestar, sem duvida será muito divertido.

É hora de demonstrar nossa união independente do gênero musical em nossos tocadores portáteis de musica, estaremos ali por acreditar que através da UNIÃO podemos começar a mudar as coisas por aqui.


P.S:

Iniciativa do ato

Musica Eletrônica é Cultura! Esteja presente!
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Igreja Renascer - reggae, lutas e tatuadores enchem igrejas

Clubes de luta, reggae, campeonatos de surfe e até tatuadores estão atraindo cada vez mais jovens para as igrejas evangélicas do Brasil, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal americano New York Times. Sob o título “Noites de luta e reggae enchem as igrejas brasileiras”, a reportagem descreve o recente crescimento das Igrejas Evangélicas no Brasil e a evasão de fiéis da Igreja Católica.“(A igreja) Renascer em Cristo está entre o crescente número de igrejas evangélicas no Brasil que estão encontrando formas de se conectar com os jovens para aumentar seu rebanho de fiéis. De noites de luta a reggae, vídeo games e tatuadores no local, suas igrejas vêm ajudando a tornar o movimento evangélico o movimento espiritual que mais cresce no Brasil”, diz a reportagem.“Igrejas evangélicas cristãs estão atraindo os brasileiros para longe do catolicismo romano, a religião dominante no Brasil. Em 1950, 94% dos brasileiros diziam ser católicos, mas este número caiu para 74% até o ano 2000. Ao mesmo tempo, a porcentagem dos que se descrevem como evangélicos aumentou em cinco vezes no mesmo período, chegando a 15% no ano 2000.”Segundo um pastor da Igreja Renascer, o movimento evangélico pode preencher um vazio para os jovens que buscam a salvação. Mas o NYT também comenta a controvérsia em torno da igreja, cujos fundadores, Estevam e Sonia Hernandes são acusados de fraude, roubo, evasão de impostos e lavagem de dinheiro no Brasil. “A Renascer tenta contratar pastores jovens que possam se relacionar melhor com membros adolescentes”, diz o jornal.“Na noite de luta (competições de jiu-jitsu, segundo o jornal), dezenas de adolescentes e jovens adultos compareceram à igreja. No salão da frente, carrocinhas vendiam cachorro quente e pizza, e jovens faziam fila para adquirir tatuagens de temas religiosos como ‘eu pertenço a Jesus’.”A reportagem descreve ainda o estado de transe em que muitos fieis parecem entrar durante os cultos, e descreve o recolhimento do dízimo pelas igrejas.O movimento evangélico atrai jovens de todas as classes no Brasil, afirma o New York Times, citando a igreja Bola de Neve, formada por surfistas. A igreja, fundada em 1999 no Rio de Janeiro, afirma ter hoje mais de 100 assembleias, a maior parte no Brasil. Segundo o fundador, música e esporte “superam todos os tipos de barreiras”.

Fonte: BBC Brasil.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Livro... Festa Infinita



Tomás Chiaverini é um jornalista apaixonado pelo que faz. Assim que se formou colocou a mochila nas costas, juntou uma grana que tinha economizado como colaborador de um site e foi pra Manaus, em busca de histórias pra contar. Passou cinco meses mochilando pela Amazônia, voou com a FAB em missões humanitárias até a fronteira com a Colômbia, presenciou conflitos indígenas em Roraima, entre outras doideiras. Assim conseguiu vender algumas matérias para revistas importantes.

Quando voltou dessa jornada, sem estágio, sem emprego e sem o que fazer, resolvou escrever um livro sobre a população de rua em São Paulo. Dormiu embaixo de viadutos, se disfarçou de desabrigado pra ser recolhido a um albergue municipal e entrevistou inúmeros moradores de rua e especialistas. O resultado foi o Cama de Cimento, lançado em 2007.

Em abril desse ano, Tomás Chiaverini despertou polemica dentro e fora do mundo da musica eletrônica nacional ao lançar o livro Festa Infinita – O entorpecente mundo das raves, um relato sincero, “um mergulho no barulhento, colorido e entorpecente mundo das raves”.

Sem ler o livro, muitos foram os que criticaram o autor (e me incluo aqui), acreditando que o livro fosse um relato sensacionalista e que servisse pra alimentar visões preconceituosas o que pra engano de muitos, não é uma verdade. Tomás Chiaverini durante um ano inteiro viveu intensamente o universo das festas psicodélicas, desde as mais conceituais como EarthDance, Mystic Tribe, Respect, até as mais comerciais como as edições da Xxxperience, além dos dois maiores festivais do Brasil, Universo Paralello e Trancendence.

Tomás entrevistou inúmeros DJs, produ¬tores e aficionados, criando uma trama de perfis que, por meio de casos curiosos, di¬vertidos e até dramáticos, ilustram a histó-ria das raves no Brasil e no mundo.

O resultado desse processo de imersão é um texto fluido e instigante, que mexe com os sentidos, que expõe o hedonismo descompromissado de parte da juventu¬de atual e que documenta uma faceta da história contemporânea desconhecida para a maior parte da população.

No minimo polêmicos e surpreendente. Recomendo!


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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Estudo Relaciona Descrença Religiosa a QI Alto

Um artigo de pesquisadores europeus, que será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro, defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas.O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária.Lynn é autor de outras pesquisas polêmicas, entre elas uma sugerindo que os homens são mais inteligentes do que as mulheres.A conclusão é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QIs altos e baixa religiosidade e em dois estudos originais.Em um desses estudos, os autores compararam a média de QI com religiosidade entre países.No outro estudo, eles cruzaram os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator g) com o grau de religiosidade deles.Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.ExceçõesOs pesquisadores dividiram os países em dois grupos.No primeiro grupo, foram colocados os países cujas médias de QI são mais baixos, variando de 64 a 86 pontos. Nesse grupo, uma média de apenas 1,95% da população não acredita em Deus.No segundo grupo, onde a média de QI era de 87 a 108, uma média de 16,99% da população não acredita em Deus.Os autores argumentam que há algumas exceções para a conclusão de que QI alto equivale a altas taxas de ateísmo.Eles citam, por exemplo, os casos de Cuba (QI de 85 e cerca de 40% de descrentes) e Vietnã (QI de 94 e taxa de ateísmo de 81%), onde há uma porcentagem de pessoas que não acreditam em Deus maior do que a de países com QI médio semelhante.Uma possível explicação estaria, segundo os autores, no fato de que "esses países são comunistas nos quais houve uma forte propaganda ateísta contra a crença religiosa".Outra exceção seriam os Estados Unidos, onde a média de QI é considerada alta (98), mas apenas 10,5% dizem não acreditar em Deus, uma taxa bem mais baixa do que a registrada no noroeste e na região central da Europa – onde há altos índices médios de QI e de ateísmo.Lynn diz que uma explicação para o quadro verificado nos Estados Unidos pode estar no fato de que "há um grande influxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade".Mas ele reconhece que mesmo grupos que emigraram para os Estados Unidos há muito tempo tendem a ter crenças religiosas fortes e diz que, simplesmente, não consegue explicar a realidade americana.GeneralizaçãoOs autores argumentam que essa relação entre QI e descrença religiosa vem sendo demonstrada em várias pesquisas na Europa e nos Estados Unidos desde a primeira metade do século passado.Eles citam, também, uma pesquisa de 1998 que mostrou que apenas 7% dos integrantes da Academia Nacional Americana de Ciências acreditavam em Deus, comparados com 90% da população em geral.Lynn admitiu à BBC Brasil que os resultados apontam para uma "generalização" e que há pessoas com QI alto que têm crenças religiosas fortes.Segundo ele, há vários fatores, como influência familiar ou pressão social, que influenciam a religiosidade das pessoas."Nós temos que diferenciar a situação hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, na Grã-Bretanha e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus", afirma.Uma das hipóteses que o estudo levanta para tentar explicar a correlação entre QI e religiosidade é a teoria de que pessoas mais inteligentes são mais propensas a questionar dogmas religiosos "irracionais".DúvidasO professor de psicologia da London School of Economics, Andy Wells, porém, levanta questões sobre a tese.
"A conclusão do professor Lynn é de que um QI alto leva à falta de religiosidade, mas eu acredito que é muito difícil ter certeza disso", afirma.De acordo com Wells, vários estudos já demonstraram que pessoas com níveis de QI altos tendem a ter níveis de educação mais altos.
"E quanto mais educação as pessoas têm, é mais provável que elas tenham acesso a teorias alternativas de criação do mundo, por exemplo", afirma Wells.O jornal de psicologia Intelligence, publicado na Grã-Bretanha, traz pesquisas originais, estudos teóricos e críticas de estudos que "contribuam para o entendimento da inteligência". Acadêmicos de universidades de vários países fazem parte da diretoria editorial.
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DJ sem braços causa sensação em verão europeu

Francês Pascal Kleiman foi vítima da talidomida e utiliza os pés para trabalhar.


Um DJ que usa os pés - em vez da mãos - para mixar discos se tornou uma estrela da noite na Espanha e um dos destaques deste verão europeu.

O francês Pascal Kleiman, radicado na Espanha há 26 anos, nasceu sem braços devido a uma malformação fetal causada pelo medicamento talidomida, ingerido por sua mãe na gravidez.



Pascal Kleinam começou a fazer mais sucesso após premiação de documentário sobre sua vida. (Foto: BBC/ Kyle Lyons )

A deficiência física, no entanto, não o impediu de tentar a carreira de DJ. Como Kleiman conta no documentário espanhol Héroes, no hacen falta alas para volar ("Heróis, não é preciso asas para voar", em tradução livre), prêmio Goya ao melhor curta-metragem deste ano, "aprender a usar os pés foi uma resposta natural".

O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ.

Persistência

Kleiman adotou a profissão em 1989, quando trancou o curso de Direito e começou a tocar para os amigos.

Autodidata, descobriu que "aquilo era a única coisa que permitia uma expressão absoluta".

A partir dali passou a dar shows pela Europa, Austrália, China e Estados Unidos, e em 2009 foi eleito por publicações espanholas um dos melhores DJs locais do verão.

Filho de um clarinetista de jazz, Pascal Kleiman considera um exagero ser chamado de "herói", mas admite ter feito muitos esforços para realizar seu sonho com a música.


Quando criança, aprendeu a ler e escrever com o avô e compreendeu cedo que usando os pés poderia superar quase qualquer limitação.

"Meus pais me diziam que quando eu era bebê chorava quando me vestiam com este tipo de macacão que cobre os pés, porque aquilo me cortava o movimento. Meus pés sempre foram claramente minhas ferramentas de primeira necessidade", afirmou no documentário.

Por isso, declarou no filme que a persistência e a capacidade de adaptação são suas "armas secretas", e gostaria que muitos espectadores pudessem ver o documentário para acreditar em suas próprias possibilidades.




Quando criança, aprendeu a ler e escrever com o avô e compreendeu cedo que usando os pés poderia superar quase qualquer limitação. (Foto: BBC/ Kyle Lyons)


"Vivemos em uma sociedade que não está feita para nós (deficientes), portanto temos que nos adaptar a tudo. O que consegui foi me adaptando e acreditando em que tudo é possível".

O DJ que já tocou até numa discoteca em pleno deserto no Oriente Médio percorreu 88 países com a promoção do filme sobre a vida dele, do autor espanhol Ángel Loza.

Com o sucesso do documentário e dos shows, a única coisa que espera é "continuar tendo uma vida normal", inclusive com seus dois filhos, que nasceram perfeitos, mas também estão aprendendo a usar os pés para atuar como DJs.




G1 __________________

A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.
By Jonh Lennon
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Por trás da gripe suína


Quando o vírus da gripe suína H1N1 se espalhou pelo mundo, aparece uma droga que promete resolver a questão, o agora famoso Tamiflu. Quem detém a patente e comercialização desse remédio? Os laboratórios Roche e a empresa Gilead Sciences. E quem é o chefão da Gilead? Nada menos que Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo Bush, um dos ideários da invasão do Iraque.

Em 2005, quando a mídia pulava feito pipoca divulgando o "pânico" mundial da gripe aviária (H5N1), a administração Bush determinou a vacinação de todos os soldados que se encontravam fora do país. O próprio Rumsfeld fez o anúncio da compra pelo governo de U$ 1 bilhão em doses do remédio. Dias depois, a Casa Branca enviou um pedido ao Congresso dos EUA para a compra de mais U$ 2 bilhões em estoques do Tamiflu. Com isso, sua venda passou de 254 milhões em 2004 para mais de 1 bilhão em 2005.

Segundo dados de abril de 2009, da Organização Mundial de Saúde, a gripe aviária matou em todo o planeta 257 pessoas. A gripe comum mata, em média 500 mil por ano. O Rumsfeld ex-diretor presidente da Gilead certamente agradeceu ao Rumsfeld então secretário de Defesa.

O Tamiflu era até 1996 propriedade da Gilead Sciences Inc., empresa que nesse ano vendeu sua patente aos laboratórios Roche, e sabe quem já foi seu presidente? O ex-secretário de defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, que ainda hoje é um dos seus principais acionistas. Enquanto se falava sobre a gripe aviária, a Gilead Sciences Inc. quis recuperar o Tamiflu, alegando que a Roche não fazia esforços suficientes para fabricá-lo e comercializá-lo. Ambas as empresas se colocaram a "negociar" e chegaram em um acordo em tempo recorde, constituído de dois comitês, um encarregado de coordenar a fabricação mundial do remédio e decidir autorizações para terceiros fabricarem, e outro para coordenar a comercialização das vendas aos mercados mais importantes, incluindo os Estados Unidos. Além do que, a Roche pagou a Gilead Sciences Inc, algumas "regalias" retroativas no valor de 62,5 milhões de dólares. Sem contar que a Gilead ficou com mais 18,2 milhões de dólares extra por vendas superiores às contabilizadas entre 2001 e 2003.

E o que Donald Rumsfeld tem com tudo isto? Absolutamente nada. Segundo o comunicado emitido no mês de outubro pelo Pentágono, o secretário de defesa dos Estados Unidos não interviu nas decisões que tomou o governo de seus amigos Bush e o vice-presidente Dick Cheney sobre as medidas preventivas adotadas para prevenir uma pandemia. O comunicado afirma que ele se absteve, que não teve nada com a decisão da administração americana em apoiar e aconselhar o uso do Tamiflu no mundo todo. E claro nós acreditamos, assim como ele assegurou solenemente que no Iraque havia armas de destruição em massa.

Além disso, seu nome já apareceu junto a uma vacinação massiva contra uma suposta gripe durante a administração de Gerald Ford, na década de 70, que teve como resultado mais de 50 mortes por causa dos efeitos colaterais. Ou quando a FDA aprovou o "aspartame", três meses após Rumsfeld incorporar-se ao gabinete de Ronald Reagan (mesmo que nos dez anos anteriores de estudos ninguém tivesse tomado qualquer decisão). Só alguém muito "mal intencionado" acreditaria que existiu um lobby, só porque um pouco antes de Rumsfeld entrar para o governo americano ele era presidente do laboratório fabricante do "aspartame". E creio que tampouco ele teve algo a ver na compra de milhares de Vistide, remédio adquirido em massa pelo Pentágono para evitar efeitos colaterais da Varíola, e que foi usado nos soldados antes deles embarcarem para o Iraque. É preciso dizer que o Vistide também era produto da Gilead Sciences Inc.?


Fontes: Artigo de José A. Campoy; O homem da guerra; A indústria do medo
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sábado, 29 de agosto de 2009

Em busca de bons tragos em Miami




Há quem ache que beber é quase uma modalidade esportiva em Miami. É verdade que, desde que não envolva doses exageradas ou ressacas imensas, nesta cidade a arte de beber está mais para a sofisticação do que para a embriaguez.


Ao contrário do que as pessoas costumam achar, Miami não é um lugar abundante em bares. Nova York, San Francisco e Chicago oferecem muito mais opções para quem aprecia um bom copo – mas muitos visitantes aplaudem o fato de a cidade ainda resistir a proibir o cigarro nos bares. Definitivamente, Miami não é uma cidade “alcóolica”: preocupados em manter um pouco de requinte, os moradores não consideram a bebida chique nem sexy, sem falar nos estragos que a bebida pode causar em seus corpos esculturais.


Em vez disso, Miami (quando se fala em vida noturna estamos falando de Miami Beach) aposta em locais com muita animação e badalação, coisa que não costuma faltar nos bares dos hotéis. Aqui, criadores como Ian Schrager e Todd Oldham são adorados por fazerem ambientes naturalmente sofisticados, quase uma marca registrada desses profissionais. Por isso, os balcões mais disputados da cidade são os de estabelecimentos como o Delano, Catalina, Shore Club, Setai e Hotel, todos verdadeiras “mecas do ver e ser visto”. Para quem prefere um pouco menos de ostentação (ou não está disposto a mudar radicalmente o visual só para tomar um drinque), existem outros bares menos afetados, mas que oferecem uma amostra deste hábito da cidade: o Rex, no Marlin Hotel , que lembra um bar londrino, e o Metro Bar, no Astor , muito bom e sem exageros.


Muitos restaurantes da cidade também assumem o papel de lounge bars e, em determinado momento da noite, os pratos e talheres desaparecem para que, no lugar das mesas, apareça uma pista de dança. Restaurantes como o Forge, o Social Miami, no Sagamore, e sobretudo o Taverna Opa são exemplos famosos de restaurantes que viram casas noturnas. E isso antes de pegar o caminho para o Stop Miami, uma combinação de bar, restaurante e clube que está revolucionando as redondezas desde a inauguração, em 2005. Mas a questão não se limita às roupas usadas nem aos locais escolhidos (e às companhias, é claro), mas também envolve as bebidas consumidas. Miami aprecia os drinques que combinam com sua arquitetura: peculiares e, de preferência, com cores marcantes. Aqui os relógios são acertados de acordo com a hora de tomar um coquetel e a “cultura de bar” de Miami Beach baseia-se sobretudo no consumo de martínis, cosmos e mojitos, embora, para alguns paladares, essas bebidas sejam um pouco suaves (e em geral bastante doces). Os coquetéis mais populares são servidos no Hotel e exibem cubos de gelo com neon.


Mas nem tudo se resume a locais especializados em coquetéis: existem ainda os bares com temática esportiva, com música ao vivo, de estilo irlandês ou de pescadores. Nas tardes de domingo, o Alabama Jack’s, no caminho para Homestead, tem até dança típica.

Onde Encontrar um Bar

A principal concentração de bares fica em South Beach. Não faltam opções: os mais disputados e barulhentos estão na Ocean Drive, os mais chiques, na Collins e os botecos localizam-se na Washington e na Alton. Nas outras áreas (North Beach, Coconut Grove e Coral Gables, por exemplo), há poucos bares e, em geral, uns ficam longe dos outros, o que pode exigir deslocamento de carro ou táxi. Alguns, como o Jimbo’s, merecem o esforço.

A Bebida e a Lei

Como acontece na maior parte do território norte-americano, na Flórida as leis sobre o consumo de álcool são rígidas. As bebidas só podem ser vendidas a maiores de 21 anos e é comum os estabelecimentos pedirem documentos com foto para comprovar a idade. Dirigir embriagado é um delito grave para as autoridades locais, e ser flagrado ao volante após consumir mais do que o equivalente a dois drinques costuma render uma multa caríssima e até prisão (o limite para a presença de álcool no sangue é de 0,8, ou 80mg de álcool para 100mL de sangue). O consumo de cigarro é permitido em estabelecimentos que vendem bebidas, mas não em locais onde o consumo de alimentos supere 25% do movimento do caixa.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cidade flutuante

Três empresas de arquitetura desenvolveram um projeto de uma cidade flutuante para ser instalada à margem do rio Mississipi, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Batizada de NOAH (Habitat Arco Lógico de Nova Orleans, em português), a cidade está instalada dentro de uma estrutura de pirâmide com 360 metros de altura, que pode flutuar e é à prova de furacões.
A ideia dos arquitetos é fazer com a cidade fique livre de possíveis tormentas ou tempestades, como ocorreu na região com o furacão Katrina, em 2005.

A estrutura flutuante usará energia renovável (eólica, solar e hidrelétrica) para abastecer as cerca de 20.000 residências, 100.000 metros quadrados de área comercial, escola, hospital e até 3 cassinos. A cidade pode abrigar 40.000 pessoas e tem espaço de estacionamento para 8.000 carros.


Lá, a preocupação verde também está na pauta. A cidade tem painéis solares, turbinas eólicas, reciclagem de água doce e um sistema solar que utiliza as vidraças dos apartamentos.

O sistema é projetado para dissipar o vento e a força da gravidade com a ajuda de um conjunto de cabos de aço aplicados à construção.

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